Como saber se estou com trombose?

A trombose é caracterizada pela formação de um coágulo no sistema circulatório, o que impede o sangue de fluir normalmente no corpo. Dependendo da gravidade e caso não seja tratada, pode evoluir para algumas complicações. Mas quais são os sinais que acendem um alerta para essa condição?

De acordo com o médico Leonardo Cortizo, especialista em Angiorradiologia e Cirurgia Endovascular e membro da equipe IVA – Inteligência Vascular Avançada, os principais sintomas que acometem o paciente com um quadro de trombose são dor e inchaço nos membros. Em alguns casos, é possível observar também vermelhidão.

“Normalmente, a trombose ocorre nos membros inferiores. É possível até mesmo que os dedos dos pés fiquem roxos, mas esse é um sintoma menos comum. O mais importante é que o paciente busque um médico assim que observar esses sinais”, alerta o especialista.

Tipos de trombose

A trombose é classificada de acordo com o tipo de vaso sanguíneo no qual surge o coágulo: as tromboses venosas comprometem as veias, enquanto as tromboses arteriais são resultado de uma obstrução no fluxo das artérias.

Forma mais comum, a trombose venosa reduz o retorno de sangue para o coração. Uma das complicações mais sérias nestes casos é o deslocamento do trombo para o pulmão, trata-se do Tromboembolismo Pulmonar (TEP). Na maioria dos casos, a situação é controlada com medicamentos.

Por sua vez, a trombose arterial pode ter consequências mais graves. Quando há, por exemplo, uma obstrução total de artérias do cérebro, ocorre um Acidente Vascular Cerebral (AVC). O bloqueio das artérias pode também causar um infarto agudo do miocárdio. Nestes casos, a intervenção médica deve ser imediata.

Fatores de risco

Diversos fatores podem estar associados ao aparecimento de um coágulo sanguíneo. Há questões genéticas, que afetam os índices de coagulação; alterações nas paredes dos vasos sanguíneos, devido a traumas ou procedimentos cirúrgicos; e a chamada estase, quando ocorre redução ou estagnação do fluxo sanguíneo durante longos períodos de imobilidade.

“Ficar por muito tempo na mesma posição é um dos fatores que aumentam a probabilidade de trombose. Isso pode ocorrer durante viagens prolongadas de avião, ônibus ou carro, em pacientes que trabalham sentados ou até mesmo em pacientes acamados”, explica Cortizo.

Alguns fatores externos e doenças também estão relacionados a um maior risco de desenvolvimento de uma trombose, tais como diabetes, hipertensão arterial, sedentarismo, obesidade e tabagismo. O especialista acrescenta ainda que pessoas de idade mais avançada devem ficar mais atentas, com acompanhamento a partir dos 50 anos, já que a trombose pode estar associada a alguma neoplasia.

“É importante lembrar que é possível minimizar os riscos com a ingestão de bastante água, para que o corpo não fique desidratado, prática de atividades físicas, controle do peso, além de evitar exposição a fatores externos. Ao observar algum sintoma, um profissional de saúde deve ser procurado para um diagnóstico e tratamento adequado a cada caso”, reforça o médico.

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