Embolização de mioma uterino permite retorno rápido às atividades habituais

Miomas uterinos são tumores benignos que acometem cerca de 50% das mulheres na faixa etária dos 30 aos 50 anos. Apesar de não se tratar de um câncer, necessita de acompanhamento médico e tratamento.

“Na maioria dos casos, a paciente é assintomática, mas, quando apresenta sintomas, há uma redução considerável da qualidade de vida das mulheres. Os principais sintomas são dor abdominal e sangramento. O diagnóstico é feito com o ginecologista, então é muito importante que seja realizado esse acompanhamento inicial”, explica o médico angiologista Bruno Canguçu, membro da equipe IVA – Inteligência Vascular Avançada.

Entre diversas alternativas de tratamento, determinado individualmente de acordo com a necessidade do paciente, está a embolização, que consiste na obstrução das artérias que levam sangue ao mioma, a partir de uma cirurgia minimamente invasiva. Por conta da técnica utilizada, a paciente recebe alta e retorna às atividades habituais muito mais rapidamente, em comparação a uma cirurgia convencional. Além das vantagens em relação a outros procedimentos, a embolização é a técnica mais indicada para pacientes com maior risco cirúrgico ou com interesse em preservar o útero.

“A embolização é uma técnica que visa tratar o mioma, sem a necessidade de retirada do útero. É um procedimento minimamente invasivo que, apesar de não descartar a possibilidade de retirada posterior do útero, reduz muito as chances disso acontecer. É um procedimento altíssimo sucesso técnico e baixíssimo índice de complicação”, acrescenta o especialista.

O acompanhamento médico é imprescindível para observação de cada quadro e escolha da alternativa de tratamento mais adequada. Por conta disso, Bruno Canguçu reforça a importância de buscar um profissional que fará o diagnóstico, análise das condições clínicas e prognósticos, para que a decisão tomada seja a mais indicada individualmente.

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