Malformações arteriovenosas (MAVs) são lesões congênitas (já existentes ao nascimento), caracterizadas por conexões anormais entre artérias e veias, através de um nidus (emaranhado) vascular primitivo.
Tendem a não se manifestar nos primeiros anos de vida, no entanto, evoluem ao longo do tempo e não costumam regredir espontaneamente.
De acordo com a região em que se apresentam, as malformações podem causar comprometimento estético importante ou sintomas como dor, inchaço local ou de membro, sangramentos, entre diversos outros sintomas.
Para adequado estudo e indicação do tratamento, é preciso realizar exames de imagem, como ultrassonografia Doppler, tomografia, ressonância magnética ou angiografia.
O ponto chave no tratamento é entender bem a situação, conhecer o objetivo do procedimento, ter um bom planejamento e intimidade com a técnica que será utilizada.
Como regra geral, pode-se dizer que as malformações arteriovenosas de baixo fluxo apresentam melhores resultados quando tratadas por meio de técnicas de esclerose percutânea (punção e injeção de substâncias através da pele diretamente na lesão); e a malformação arteriovenosa de alto fluxo por embolização endovascular.
A técnica de embolização é minimamente invasiva. Atraves de um acesso vascular na virilha, com anestesia local, são introduzidos todos os cateteres para a realização do procedimento.
Guiado por um equipamento de radioscopia digital, o cirurgião endovascular leva estes cateteres até a artéria que está nutrindo a malformação e nela injeta substâncias ou materiais que causam a oclusão desta artéria. Desta forma, interrompe o fluxo que alimenta a malformação, fazendo com que esta diminua o seu tamanho, causando alívio dos sintomas ao paciente, que é o principal objetivo do tratamento.