Síndrome da Congestão Pélvica causa impacto significativo na qualidade de vida de mulheres

Dor na região da pelve é um sintoma muito comum entre mulheres e que deve ser avaliado com atenção, pois pode resultar em um impacto significativo na qualidade de vida em casos crônicos. Entre as possíveis causas, há uma doença muitas vezes esquecida, a Doença Venosa Pélvica.

O médico Leonardo Cortizo, especialista em Angiorradiologia e Cirurgia Endovascular e membro da equipe IVA – Inteligência Vascular Avançada, explica que essa síndrome se caracteriza pelo surgimento de varizes internas na região pélvica, ao redor do útero. Por conta disso, as mulheres relatam dor crônica e, em casos avançados, podem apresentar varizes na região da vulva e também alterações urinárias.

“Essa é uma doença subdiagnosticada. Muitas vezes os profissionais não lembram dela ao buscar um diagnóstico. Geralmente, é ocasionada por um defeito na veia de drenagem dessas regiões, a chamada veia ovariana, que drena toda a região pélvica. Nesses casos, ela se encontra normalmente dilatada, com fluxo invertido, o que gera refluxo e acúmulo de sangue na região pélvica”, detalha o especialista.

A Doença Venosa Pélvica é normalmente observada em mulheres com idade de 20 a 50 anos. Outro fator de risco é a ocorrência de múltiplas gestações. Durante a gravidez, as veias ovarianas aumentam de diâmetro e, devido à incapacidade de retornar ao tamanho normal posteriormente, ocorre a dilatação.

Para realizar o diagnóstico, segundo o angiologista, é necessária uma investigação clínica inicial, somada a uma ultrassonografia transvaginal com doppler. A doença pode ser confirmada com a realização de uma angiorresonância venosa de abdome ou uma angiotomografia venosa de abdome.

“Essa é uma doença que impacta muito a qualidade de vida da paciente, principalmente porque afeta a vida sexual da mulher. Após o diagnóstico é essencial que seja feito o tratamento indicado, através da embolização. A gente vai interromper o fluxo de sangue dentro dessas varizes, principalmente dentro da veia ovariana, e, desta forma, corrigindo o refluxo dela”, afirma Leonardo Cortizo.

A embolização é um procedimento minimamente invasivo, realizado sem cortes, através de uma punção. O mesmo método é usado para tratamento de outras doenças venosas, como o mioma uterino, e permite retorno rápido às atividades habituais.

O diagnóstico correto é sempre o primeiro passo para o tratamento e restabelecimento da qualidade de vida. Em caso de dor na região pélvica ou outros sintomas, entre em contato com a Clínica IVA.

COMPARTILHE